28
dez
08

A "CARA" DA "VEJA"

No “Dossiê Veja”, trabalho consistente, de fôlego, sério e competente, o jornalista Luis Nassif nos mostra as “razões” e os “porquês” de como ocorreu a surpreendente metamorfose na linha editorial daquela que já foi tida como uma das boas revistas semanais do Brasil, a VEJA, hoje abrigo e veículo de ressonância do mais infame grupo de parajornalistas do país e mergulhada em denúncias de se achar envolvida e a serviço do inimigo público número um da nação, Daniel Dantas. São centenas de páginas, divididas em capítulos, que narram, com riqueza de detalhes, o jogo sujo, as falcatruas, a perseguição, as fraudes e os métodos mafiosos empregados inescrupulosamente em busca de objetivos pouco nobres. Quem quiser conferir em toda a sua extensão é só acessar o site do Nassif (que está sendo processado pela revista). Adiante, apenas um pequeno aperitivo. Sorvam… saboreiem… deliciem-se…
José Nilton Mariano Saraiva
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“A cara da VEJA, para todos os leitores que freqüentam o portal da revista, é o blog de Reinaldo Azevedo. Assista à campanha institucional da revista. Repare nas imagens mostrando os problemas nacionais, a miséria, as criancinhas, a violência. E confira, na prática, “qual o país” que a VEJA quer ser. Uma revista é o que ela publica, não o que a publicidade imagina.
Azevedo foi um jornalista apagado até os 40 anos de idade. Depois, entrou para a revista Primeira Leitura, que cerrou as portas quando foi denunciado o esquema de patrocínios políticos que a mantinha. Foi, então, contratado por Mário Sabino para se tornar o blogueiro da VEJA, incumbido dos ataques aos adversários e da bajulação aos aliados à empresa. Pratica ambos com notável desenvoltura.
Tenta reproduzir o ideal “yuppie” do grupo, como apregoar que sempre foi bem sucedido (até os 40 anos era jornalista apagado; até dois anos atrás, jornalista desempregado), gostar de uísque escocês e separar parte de suas cinco horas de sono para “fazer amor”. Aprecia quando comentários supostamente assinados por leitores realçam sua inteligência e charme.
Gosta de ser chamado de “meu Rei” e “tio Rei” pelos leitores. Esbanja preconceito contra negros e mulheres, abusa de um linguajar chulo, não tem limites para caluniar ou difamar críticos da revista. Seu blog participa do circuito de blogs que fazem eco às “denúncias” lançadas pelo lobby de Daniel Dantas.
É reconhecidamente pessoa desequilibrada, com pendores homofóbicos. Tem obsessão por insinuações sexuais contra adversários e é especialmente agressivo com as mulheres. Consegue saltar, sem nenhum filtro, da agressão mais escatológica contra os “inimigos” à bajulação mais rasteira às chefias.
Em qualquer publicação, independentemente do porte, seu desequilíbrio seria contido dentro de limites editoriais. Na VEJA não só tem autorização para fazer o que quiser, como é estimulado a isso.
Azevedo representa uma espécie de caricatura, a parte mais grotesca do processo de degradação editorial da revista. É um esgoto sem filtro. O exemplo mais acabado do processo de deterioração moral e editorial que tomou conta da revista.”

Luis Nassif


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