11
set
08

O Crato e a UDN – Esboço Histórico – Por: Antonio Morais

Esboço Histórico do Crato.

“Acho que o RANÇO do udenismo encontra-se bastante impregnado na nossa pele e isto é responsável por grande parte do atraso do Crato” frase de sua Excia Dr.Carlos Eduardo Esmeraldo em comentário no Blog do Crato.

(Não sou filiado a nenhum partido político nem tenho domicilio eleitoral no Crato e como tal faço o relato que se segue: )

Após a revolução de 1930, o Dr. Antonio Alencar Araripe organizou a UDN-União Democrática Nacional, no Crato, por orientação do Senador Fernandes Távora. De 1930 a 1935 o Dr. Araripe desempenhou a função de prefeito do Crato com zelo, ética e honradez. A partir de então, se elegeu Deputado para varias legislaturas. Em 1953, seu filho, o jovem advogado Dr. Josio de Alencar Araripe era o líder da bancada da UDN na câmara municipal de Crato. Licenciou-se para exercer o cargo de secretario do então prefeito Dr. Décio Teles Cartaxo, também da UDN. Para a liderança na câmara, no lugar do Dr. Josio, foi indicado o nobre vereador Jose Esmeraldo Pinheiro filiado a UDN. O presidente da câmara municipal era o vereador Jose de Alcântara Vilar eleito pela UDN. O presidente da Assembléia Legislativa do Ceara era o Deputado Filemon Fernandes Teles também da UDN. Não consta em nenhum esboço histórico do Crato que estas ilustres figuras publicas tenham tido conduta que desabonasse as suas venerandas personalidades ou que desonrasse o Crato.

A UDN foi igualmente importante quanto o PSD dos vereadores Wilson Machado, Joaquim de Souza Brasil, Saul Lima Verde, Pedro Alves de Brito, do Prefeito Pedro Felício, do Deputado Kleber Callou e do vice-governador e senador Dr. Wilson Gonçalves.

Todos tiveram o seu valor naqueles tempos em que a ética e a honra nasciam no berço.

Não há registros que estas personalidades ou pessoas ligadas a elas carregassem dinheiro em cuecas. Tanto a UDN quanto o PSD foram extintos no inicio da década de 1960. Como pode 50 anos depois haver qualquer ranço prejudicando o Crato?

O Crato é uma cidade que prima pela tradição. E dificilmente um político vai conseguir seu objetivo chamando os seus vultos históricos de ‘RANÇOSOS’.

Antonio Alves de Morais.

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3 Responses to “O Crato e a UDN – Esboço Histórico – Por: Antonio Morais”


  1. 1 Brito
    setembro 11, 2008 às 4:21 pm

    Bela postagem Sr. Antônio Morais, nada mais justo e certeiro que suas colocações.
    O “Ranço” citado pelo Sr. Carlos Eduardo deve ser o da sua garganta, que anda muito corrompida pela atual política do Crato!
    Política do “deixa pra fazer de última hora”, “deixa pra asfaltar de última hora”, “deixa pra construir de última hora”, “deixa pra inaugurar de última hora”.
    Tire o “Ranço” de sua gargante Sr. Carlos Eduardo… E cuidado onde se usa as palavras! Elas têm um peso enorme!
    Outra coisa, o Crato era terra de bons políticos, como citou o Ilustre Antônio Morais, políticos que trabalhavam gratuitamente ser nada receber em troca, que acresitavam em uma cidade melhor… que não recebiam salários, que não se corrompiam “partilhando” entre si as verbas públicas.
    Pena que esses políticos honestos se foram, pena que nos sobraram a carcaça feia e fedorenta do ‘capitalismo selvagem’, do “eu quero mais”, do egocentrismo.
    Mas, como a ‘esperança é a última que morre’, tenho certeza que ainda virá aquele que nos levará a ser o centro do desenvolvimento, do progresso, e não entregar tudo de mão beijada para Juazeiro, Barbalha ou outras cidades vizinhas.
    Viva nosso Crato!!!

  2. 2 Armando Rafael
    setembro 11, 2008 às 6:15 pm

    Caro Antônio Morais:
    Carlos Eduardo Esmeraldo foi mais do que um colega meu, no Colégio Diocesano. Foi um bom amigo meu nos tempos da nossa Infância/adolescência.
    Tenho por ele muito apreço e respeito. Mas também creio que ele não foi feliz quando aludiu ao “ranço udenista de Crato”.
    A UDN (para os mais novos União Democrática Nacional)foi fundada em 7 de abril de 1945 como uma “associação de partidos estaduais e correntes de opinião” contra a ditadura de Getúlio Vargas.
    Era formada por homens de reconhecida e ilibada moral que agia com coerência dentro do seu programa partidário. Basta dizer – em resumo – que na UDN coexistiam teses liberais e progressistas, embora hoje só se divulgue que ela era formada por “conservadores e reacionários”.
    Uma prova do que afirmo é que a bancada da UDN votou a favor do monopólio estatal do petróleo (1953) e contra a cassação dos mandatos dos parlamentares comunistas (1947).
    Nunca se ouviu falar em denúncias de corrupção nas administrações comandadas por udenistas. Uma exemplo foi a administração inovadora, proba e honesta de Carlos Lacerda no antigo estado da Guanabara. Creio que nem mesmo o mais fanático dos petistas pode negar isso…
    Aqui no Crato, a UDN tinha filiados de reconhecida honestidade, cidadãos exemplares, como o deputados federais Joaquim Fernandes Teles e Antônio de Alencar Araripe, deputado estadual Filemon Teles,vereador José Pinheiro Esmeraldo (pai de Carlos Eduardo), Fábio Pinheiro Esmeraldo, prefeitos Décio Cartaxo, Ossian Araripe, José Horácio Pequeno e tantos outros… Todos respeitados na comunidade como patrimônios morais da Cidade de Frei Carlos…

  3. 3 Carlos Eduardo Esmeraldo
    setembro 12, 2008 às 9:04 am

    Prezados amigos: Antonio Morais, Dr. Brito e Armando Rafael

    Sou filho de uma família udenista, cresci acreditando naqueles ideais. E ainda hoje acredito em muitos de seus postulados, como a defesa do patrimônio nacional, tão covardemente entregue às mãos do capitalismo internacional. Meu saudoso pai era um udenista convicto, tendo inclusive, como representante da nossa família, militado na vida política do Crato, até ser covardemente traído, como é do conhecimento dos que hoje têm mais de 60 anos, como eu. Quando usei o termo “ranço do udenismo”, não me referi em nenhum momento à honra dos militantes daquele partido que por mais de 50 anos venceu várias eleições no Crato. Mas precisamos reconhecer que foi a UDN que nos lançou nos braços da ditadura militar, levando nosso país a um atraso que está difcil de ser superado. Hoje não pertenço,nunca pertenci antes a nenhum partido político, e já não tenho tempo para tal. Não tenho procuração para para defender esse ou aquele partido. Mas devemos reconhecer que o “udenismo” está tentanto renascer, travestido em outras siglas, cujo nome de aves do tipo ramphastos, que pilham os ninhos de outras aves e programas que evocam alguma atitude demoníaca ao tentar por todos os meios possíveis e imagináveis dar um novo golpe no país. A força da elite que por mais de quinhentos anos mandou nesse país não aceita haver perdido o poder e mais: não soube e não pode aceitar que um operário, eleito e reeleito pela maioria do povo exerça o poder e o que é pior para eles, com muito mais competência. O que as elites desse país fazem hoje, está longe do que a velha UDN fazia então. O ranço do udenismo não está impregnado na minha garganta e nem mais na minha pele. A força transformadora do evangelho ajudou a curar-me desse males que acometem aqueles que se opõem à justiça social, que são contra a qualquer programa que se faça de erradicação da pobreza, mesmo que seja a distribuição de uma ínfima ajuda, que muitos chamam de esmola. Mas na verdade é uma tentativa de se fazer alguma coisa pelo pobre. E este agora está reconhecendo que o poder público le dirigiu o olhar.
    Em tempo, amigo Morais, corrupção houve desde os tempos do Brasil colônia. O padre Vieira dizia em uma de suas cartas ao rei de Portugal, que aqui o verbo raptare era declinado em todos os tempos e conjugaçoes. Hoje os meios de comunicação social, todos eles de propriedades das elites dão para nós uma falsa dimensão da corrupção atualmente existente, o que não ocorria quando das privatizações, onde somas de dinheiro muito mais vultosas foram silenciadas. E que fim levou esse dinhero?


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